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Chapada dos Guimarães (MT): o que fazer e como planejar a viagem

Chapada dos Guimarães (MT): o que fazer e como planejar a viagem

Alguns destinos impressionam pela paisagem. Outros, pela sensação de estar em um lugar completamente diferente do que você imaginava. A Chapada dos Guimarães (MT) consegue reunir as duas coisas.

Entre cachoeiras, paredões de arenito, trilhas e mirantes com vista para o Cerrado, a região convida a diminuir o ritmo e aproveitar a natureza por outro ângulo.

Para aproveitar melhor a viagem, vale entender como funciona o parque, quais passeios priorizar e como organizar o roteiro antes de colocar o pé na estrada.

Como funciona a visita à Chapada dos Guimarães?

Antes de escolher quais atrativos conhecer, vale entender como funciona a visita ao parque.

Diferentemente de outros destinos de natureza, algumas atrações podem ser acessadas livremente, enquanto outras exigem agendamento ou acompanhamento de guia credenciado.

Na prática, estas são as principais informações para planejar a viagem:

  • O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica entre os municípios de Chapada dos Guimarães e Cuiabá.
  • A entrada mais utilizada é pela MT-251, principal rodovia de acesso ao parque.
  • Alguns atrativos possuem visitação livre, enquanto outros exigem guia autorizado pelo ICMBio ou agendamento prévio.
  • Reserve pelo menos dois dias para conhecer os principais pontos do parque e alguns atrativos da região sem precisar correr.
  • Leve água, protetor solar, chapéu e calçados apropriados para trilhas, principalmente durante os meses mais quentes.

Se você pretende sair de Cuiabá, também vale pensar no deslocamento antes da viagem. A Chapada fica a cerca de 70 km da capital, e boa parte dos visitantes aproveita para retirar o carro no aeroporto e seguir direto para o parque.

Para esse trajeto, modelos como Fastback, Nivus e Taos oferecem bastante conforto na estrada e espaço para bagagens e equipamentos de trilha.

Quais atrações não podem ficar de fora da Chapada dos Guimarães?

A Chapada dos Guimarães reúne dezenas de trilhas e mirantes, mas alguns lugares acabam se tornando paradas quase obrigatórias para quem visita a região pela primeira vez.

Cachoeira Véu de Noiva

Com 86 metros de altura, a Cachoeira Véu de Noiva é o cartão-postal da Chapada dos Guimarães.

O acesso acontece por uma trilha curta e bem estruturada até um mirante de onde é possível observar toda a queda d’água e os paredões de arenito ao redor.

Embora o banho não seja permitido, a vista compensa cada passo do percurso.

Cachoeira Veu de noiva
Fonte

Cidade de Pedra

Um dos cenários mais curiosos do parque, a Cidade de Pedra reúne formações rochosas esculpidas pela ação do vento ao longo de milhares de anos.

Do mirante é possível observar um grande conjunto de paredões que lembram construções vistas de longe. A visita acontece apenas com acompanhamento de guia credenciado.

Cidade de Pedra
Fonte

Circuito das Cachoeiras

Se a ideia é passar o dia caminhando e conhecer diferentes paisagens, esse costuma ser um dos percursos mais procurados do parque.

Ao longo dos cerca de 4,5 km de trilha, o circuito passa por atrações como:

  • Cachoeira do Sonrisal;
  • Cachoeira do Pulo;
  • Cachoeira do Degrau;
  • Cachoeira das Andorinhas;
  • Piscina Natural;
  • Prainha.

É um roteiro indicado para quem deseja combinar caminhada com paradas para banho em alguns trechos autorizados.

Circuito das Cachoeiras

Vale do Rio Claro

O Vale do Rio Claro oferece uma experiência diferente dos outros circuitos.

Além das formações rochosas e da vegetação típica do Cerrado, o passeio inclui pontos como o Poço Verde, o Poço das Antas e a Crista de Galo, onde as águas cristalinas permitem observar peixes durante a flutuação.

Assim como a Cidade de Pedra, esse é um dos passeios realizados com acompanhamento de guia autorizado.

vale do rio claro

O que fazer na Chapada dos Guimarães além do parque?

Embora o Parque Nacional concentre os cartões-postais mais conhecidos, a viagem não precisa terminar na portaria.

Há poucos quilômetros dali, existem atrativos que ajudam a mostrar outro lado da Chapada dos Guimarães e podem ser incluídos no mesmo roteiro.

Complexo de Cavernas Aroe Jari

Há cerca de 50 km da cidade, o complexo abriga a Aroe Jari, considerada a maior caverna de arenito do Brasil.

O passeio também passa pela Lagoa Azul, pela Caverna Kiogo Brado e pela Caverna Pobe, sempre acompanhado por guias credenciados. Para quem gosta de formações geológicas e caminhadas leves, é um dos passeios mais interessantes da região.

Mirante do Centro Geodésico da América do Sul

Um dos lugares mais procurados para assistir ao pôr do sol.

Além da vista para a planície pantaneira, o mirante marca o ponto que, por muitos anos, foi considerado o centro geodésico da América do Sul. É um passeio rápido, gratuito e fácil de incluir no roteiro.

Complexo Turístico da Salgadeira

Depois de um dia de trilha, a Salgadeira costuma ser uma boa parada para desacelerar.

O complexo reúne restaurante, centro de visitantes, passarelas e uma trilha curta que leva até a Cachoeira da Salgadeira, formando um passeio mais tranquilo para quem viaja em família ou prefere atividades de menor esforço físico.

Como esses atrativos ficam em diferentes pontos da Chapada, vale organizar o roteiro por proximidade. Assim, você evita deslocamentos desnecessários e consegue aproveitar mais tempo em cada parada.

Quantos dias vale a pena ficar na Chapada dos Guimarães?

É possível conhecer alguns dos principais atrativos em um fim de semana, mas quem reserva mais tempo consegue explorar a região com muito mais calma.

Como os passeios ficam distribuídos entre o Parque Nacional e propriedades particulares, organizar o roteiro faz bastante diferença.

2 dias

É o tempo ideal para quem visita a Chapada pela primeira vez.

Uma sugestão de roteiro é:

  • 1º dia: Cachoeira Véu de Noiva, Cidade de Pedra e Mirante do Centro Geodésico.
  • 2º dia: Circuito das Cachoeiras ou Vale do Rio Claro, dependendo do perfil da viagem.

3 dias

Com um dia extra, vale incluir atrações fora do parque, como:

  • Complexo de Cavernas Aroe Jari;
  • Complexo Turístico da Salgadeira;
  • centro de Chapada dos Guimarães, com cafés, restaurantes e lojinhas de artesanato.

4 dias ou mais

Se a ideia é conhecer a região sem pressa, quatro dias permitem repetir trilhas, fazer passeios guiados com mais tranquilidade e adaptar o roteiro de acordo com o clima.

Como boa parte dos atrativos fica afastada do centro e os deslocamentos fazem parte da viagem, vale pensar na mobilidade antes mesmo de chegar ao destino.

Quem desembarca em Cuiabá costuma aproveitar para retirar o carro ainda no aeroporto e seguir viagem até a Chapada.

Para esse tipo de roteiro, um SUV compacto oferece um bom equilíbrio entre conforto para a estrada, espaço para bagagens e desempenho nos trechos de terra encontrados em alguns acessos.

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