Dicas e roteiros de viagem
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O que fazer em Urubici SC: roteiro e pontos turísticos na Serra Catarinense

Dia 1: primeiros contatos com Urubici
O primeiro dia costuma ser dedicado aos atrativos mais conhecidos da cidade. Como muitas pessoas chegam depois de algumas horas de estrada, vale priorizar passeios que não exigem grandes deslocamentos e permitem aproveitar a paisagem com calma.
Uma boa combinação inclui:
- Morro do Campestre;
- Gruta Nossa Senhora de Lourdes;
- Cascata do Avencal;
- centro de Urubici.
A vantagem desse início mais tranquilo é que ele ajuda a entrar no ritmo da região. Diferentemente de destinos urbanos, a Serra Catarinense convida a desacelerar. Os trajetos são parte da experiência e muitas vezes as melhores paisagens aparecem entre uma parada e outra.
Ao final da tarde, vale reservar um tempo para apreciar os mirantes da cidade ou aproveitar a gastronomia local, especialmente durante os meses mais frios.
Dia 2: Morro da Igreja, Pedra Furada e Serra do Corvo Branco
O segundo dia reúne alguns dos cenários mais conhecidos de toda a Serra Catarinense. O Morro da Igreja costuma ser uma das atrações mais aguardadas da viagem. Em dias de céu aberto, a vista alcança quilômetros de montanhas e permite observar a famosa Pedra Furada, formação rochosa que se tornou símbolo de Urubici.
Mais tarde, o roteiro pode seguir para a Serra do Corvo Branco. O local é conhecido pelo enorme corte em rocha que atravessa a montanha e pela estrada cercada por paredões que impressionam mesmo quem já visitou outras regiões serranas do Brasil.
Ao longo do caminho, vale dirigir sem pressa. A estrada faz parte da atração e frequentemente chama mais atenção do que o destino final.
Dia 3: São Joaquim e os vinhos de altitude
Depois de explorar os principais atrativos naturais de Urubici, o roteiro ganha outro ritmo ao seguir para São Joaquim. A cidade ficou conhecida pelas baixas temperaturas e pelas notícias sobre neve, mas a experiência vai muito além do inverno. Nos últimos anos, a região se consolidou como um dos principais polos de vinhos de altitude do país.
Muitas vinícolas abriram suas portas para visitação e oferecem degustações, passeios pelos vinhedos e experiências gastronômicas que atraem visitantes durante todo o ano.
Além dos vinhos, o trajeto revela:
- campos cobertos por araucárias;
- pomares de maçã;
- paisagens típicas do planalto catarinense;
- pequenas propriedades rurais.
Quem visita a região entre maio e agosto costuma encontrar um cenário ainda mais característico, com geadas espalhadas pelos campos nas primeiras horas da manhã.
Dia 4: Bom Jardim da Serra e Serra do Rio do Rastro
Poucas estradas brasileiras são tão conhecidas quanto a Serra do Rio do Rastro. Localizada em Bom Jardim da Serra, ela costuma aparecer em listas das rodovias mais bonitas do país e se tornou uma parada obrigatória para quem percorre a Serra Catarinense de carro.
Ao longo do trajeto, os mirantes revelam:
- paredões rochosos;
- curvas sinuosas;
- vales cobertos por vegetação nativa;
- algumas das vistas mais impressionantes da região.
Vale dizer que, para melhor aproveitar o passeio, é preciso ir com tempo. Muita gente chega apenas para fotografar o principal mirante e vai embora rapidamente. Quem faz isso acaba perdendo a oportunidade de explorar outros pontos da estrada e aproveitar o ritmo mais tranquilo da cidade.
Dia 5: Urupema e o lado mais tranquilo da Serra Catarinense
O último dia pode ser dedicado a Urupema, uma das cidades mais frias de SC e uma das menos exploradas pelos visitantes que chegam à região.
Com pouco mais de dois mil habitantes, o município oferece uma experiência diferente daquela encontrada nos destinos mais movimentados da serra.
As paisagens são marcadas por:
- campos abertos;
- araucárias;
- pequenas propriedades rurais;
- estradas cercadas por montanhas.
Durante o inverno, Urupema frequentemente registra algumas das menores temperaturas do Brasil e costuma amanhecer coberta por geadas. É um bom encerramento para a viagem porque resume muito do que torna a Serra Catarinense especial: menos pressa, menos movimento e mais tempo para apreciar o caminho.
Quando visitar Urubici?
Urubici pode ser visitada durante todo o ano, mas a experiência muda bastante de acordo com a estação. Enquanto o inverno atrai quem procura frio, geadas e temperaturas negativas, os meses mais quentes costumam ser procurados por quem quer explorar trilhas, cachoeiras e mirantes com mais tranquilidade.
A escolha da melhor época, portanto, depende muito do tipo de viagem que você pretende fazer.
Inverno: frio, geadas e possibilidade de neve
Entre junho e agosto, Urubici vive seu período mais movimentado.
Nessa época, a cidade costuma registrar:
- temperaturas próximas de 0°C;
- geadas frequentes;
- neblina nas áreas mais altas;
- possibilidade de neve em alguns anos.
É também o período em que pousadas, restaurantes e vinícolas recebem mais visitantes. Para quem sonha em conhecer uma das principais cidades frias de SC, esse costuma ser o melhor momento para viajar.
Primavera e verão: cachoeiras e trilhas
Quando as temperaturas sobem, a região ganha outro ritmo. As cachoeiras ficam mais convidativas e as trilhas podem ser feitas com mais conforto.
Alguns passeios costumam ficar ainda melhores nessa época:
- Cascata do Avencal;
- Cascata Véu de Noiva;
- Cânion Espraiado;
- trilhas na Serra Catarinense.
Além disso, os dias mais longos permitem aproveitar melhor os deslocamentos entre as atrações.
Outono: uma das épocas mais bonitas da região
Embora seja menos lembrado do que o inverno, o outono costuma agradar quem prefere viajar sem tanta movimentação.
Entre abril e maio é comum encontrar:
- temperaturas agradáveis;
- menor fluxo de turistas;
- boa visibilidade nos mirantes;
- paisagens com tons mais secos e dourados.
É um período interessante para quem quer explorar a Serra Catarinense com mais calma.







